Revista de Domingo, número 21
09 de agosto de 2026: confira os textos que preparamos para você
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Ivan Lessa, que escreveu no Pasquim e em outros veículos da imprensa brasileira, que trabalhou no Serviço Brasileiro da BBC de Londres, de 1978 a 20025.
Editorial
A Revista de Domingo chega à sua 21ª. edição. Ela é fruto de um trabalho livre, com objetivo claramente provocador.
Não é fácil provocar a curiosidade alheia em um ambiente em que a leitura deixou de ser importante.
Somos ainda de um tempo em que ler livros era fundamental para a formação cultural do homem.
Hoje em dia, lê-se outdoors e olha lá. Nem Instagram é local para leituras, mas sim, de ver as coisas que rodam ali.
Insistimos em textos, muitas vezes até longos. Mas textos. Nadamos contra a correnteza, por crenças pretéritas.
Quem sabe a roda da lusitana nos leve um dia de volta à formação com base em belas ideias que possam ser expressas em textos.
Paulo Francis costumava dizer que a literatura ainda era a princesa da formação intelectual. Não sei se com essas palavras.
Parecemos velhos, mas no fundo defendemos apenas a inteligência, que está na essência do humano.
Alcançar a essência era um propósito antigo. Hoje busca-se apenas a superficialidade.
Ivan Lessa, quando queria chamar alguém de burro, dizia: “Fulano é tão profundo como um pires”.
Vamos tocando com a Revista de Domingo, sempre provocando as ideias prontas. E recauchutando algumas ideias velhas.
CONFIRA NESTA EDIÇÃO:
A boneca deseja um conhaque?
Tem dia que a noite é assim mesmo, diria meu amigo Bonilha. No tempo do Bar Mascote, fazíamos coisas completamente ridículas, achando que éramos artistas, poetas, escritores. Mas eram apenas coisas ridículas.
Cronista do cotidiano
Rubem Braga era encantado por cenas do cotidiano. Ler “Ai de Ti, Copacabana” é um mergulho na vida carioca do seu tempo. Lembro deste grande escritor porque, de fato, ele fez a diferença, com sua pena leve e poética. Buscava vida em coisas pequenas e se tornou leitura indispensável. Toda cidade deveria ter seu Rubem Braga.
Marcola e a sorte de ter uma amiga como Roberta
Nenhum dos meus amigos teria hoje R$ 249 mil para me emprestar. Mesmo que eu pagasse a exorbitante taxa e juros que o sistema financeiro cobra hoje em dia. A única saída para mim seria mesmo encarar o gerente de um banco convencional e sair de lá com um pacote de boletos impagáveis.
A arte que perde a centralidade
Se a arte, em sua origem, carrega em si uma atmosfera religiosa mais intensa, o tempo fez com que o composto estético/sensível fosse se transformando, conforme a arte foi ganhando outras funções, a partir de novas perspectivas filosóficas do observador e do artista criador.








