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Editorial
Dá-lhes Diógenes
Diógenes, pintura de 1860 do francês Jean-Léon Gérôme.
Uma frase que ficou marcante na comédia satírica é a de que o riso tem o potencial de corrigir os costumes. O grego Diógenes de Sinope se antecipou nessa visão do ridículo social, que ele combatia com riso, muitas vezes um tanto quanto histriônico.
Se a frase é verdadeira ou não, talvez não seja o mais importante. Mas o fato de que a sátira tem o potencial de expor os nossos equívocos, parece que faz sentido.
O Viletim, ao menos, acredita que o humor é fundamental para esculhambar com os nossos políticos, porque eles merecem ser esculhambados.
Agora temos a categoria político de toga, formada pelos ilustres do STF. São homens mais circunspectos e, por isso, mais risíveis, uma vez que se parecem com personagens de filmes noir, sem que tenham talento sequer para isso.
Nesta toada, seguimos com a Revista de Domingo. Se às vezes erramos em nossas análises, é porque não fazemos questão de acertar, embora tenhamos acertado muitas vezes, mesmo assim.
Leia, por exemplo, o editorial da Revista Viletim, escrito em 2002 sobre o PT. Está nesta edição. É um primor de análise, que pode se tornar um cartaz para o nosso automarketing.
Humildemente, seguimos com o nosso humor, castigando os costumes funestos dos nossos poderosos. Dá-lhes Diógenes.
CONFIRA NESTA EDIÇÃO:
Carta aberta de Lula ao seu filho Lulinha
Na hora de construir uma narrativa acabo me atrapalhando e revelando certas coisas que deveriam ficar apenas entre nós dois
Quero estar errado
Um debate televisivo entre Lula e Flávio Bolsonaro seria uma exibição de horrores. Por isso, parece que eles decidiram não participar de encontro algum no primeiro turno. Mais do que sinceridade, é a aceitação de que a situação não está nada boa para eles.
Filosofia, para que te quero
O homem deseja a felicidade, mas tem uma queda especial pela desgraça. Vejo nisso a hipocrisia epicurista misturada com tragédia grega.
Que não sejam falsos os novos profetas!
Este texto abaixo, com este mesmo título, foi publicado na revista Viletim, edição 18, de outubro de 2002, como uma espécie de editorial. Perceba que o humor nos salvou de dar uma barrigada tremenda, esperando grande coisa de Lula, que estava na fila do Planalto Central.







