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Editorial
Insistência, ou: born to be Wilde

Nesta edição da Revista de Domingo, insistimos em tratar das eleições presidenciais e da movimentação no STF.
Produzimos também alguns textos abordando temáticas diferentes, como plantas comestíveis e velhice.
É o eterno exercício de tentar proporcionar ao leitor algum senso de humor e reflexão sobre assuntos que fazem parte da nossa vida.
Claro que sempre visando certa desconstrução do senso comum.
Nem sempre acertamos em nosso propósito, mas sempre teimamos em nosso propósito.
Há ainda o empenho de Fábio San Juan de falar com sobriedade sobre artes e afins. Verdadeira teimosia, já que o tema parece estar em baixa e parece não interessar a mais ninguém. Quem, por aí, vai se lembrar de Oscar Wilde, por exemplo?
Também há o refresco de algumas caricaturas de sua autoria, que podem ser divertidas ou não, dependendo do humor do observador. E da idade que será denunciada, se ele reconhecer as personalidades de épocas (dizem as redes sociais) já esquecidas.
Em tempos de ChatGPT, de personalidades sem graça que insistem em práticas ainda menos engraçadas (pelo contrário, que motivam preocupação e posturas graves, como as dos ministros do nosso STF) e de pouca disposição em rir, porque anda meio proibido fazer piada, sob risco de ser mal interpretado, San Juan insiste na exibição de uma arte que parece caduca, diante de tantos fatos da vida atual.
O importante, como sempre disse o Romualdo, é não perder o humor; pois perdendo-se o humor, para jornalistas, escritores e artistas, perde-se a graça, o sabor da vida.
Esta é a tônica do nosso projeto e esperamos que o leitor se sinta em casa.
CONFIRA NESTA EDIÇÃO:
Falência moral
Não é fácil fazer um balanço sobre o que aconteceu no STF durante os últimos dias. Talvez seja mais fácil fazer uma gangorra. Porque foi um tal de sobe e desce de decisões que deixou atordoado o espectador, como se ele estivesse brincando de gira-gira.
O porão e a política
Agora o assunto é corrida eleitoral. Uma corrida em que todos os candidatos estão parados. Estáticos, podemos dizer. Está mais para teatro Nô, japonês, do que para São Silvestre. Quem ganhar será por um gesto que a maioria do público não vai entender. E não sei se vai aplaudir.
Uma taça de vinho para as calêndulas
A ciência me surpreende. Se eu tivesse um pouco mais de tempo para os estudos, seria um pesquisador das belezas que nos provocam o espanto. O pouco que vejo acontecendo nos laboratórios do Brasil já me deixa feliz por saber que há pessoas, jovens inclusive, observando coisas sutis, que desafiam a nossa capacid…
Hoje tem Flamengo, no Maracanã
Lutei muito para não envelhecer. Pelo bem da verdade, ignorei a possibilidade do envelhecimento a vida toda. No entanto, meu espelho me joga na cara que o tempo passou. Os sinais são evidentes. “Mas que passe o tempo e que ele não se intrometa na minha vida”, eu disse uma vez a alguém que admirava minha dispos…
Famosos na telinha - 04
Esta caricatura, pintada com óleo e acrílica sobre tela, foi exposta com outras, na mostra individual do artista Famosos na Telinha, em 2015, no Centro Cultural Martha Watts, em Piracicaba.
Famosos na telinha - 05
Esta caricatura, pintada com óleo e acrílica sobre tela, foi exposta com outras, na mostra individual do artista Famosos na Telinha, em 2015, no Centro Cultural Martha Watts, em Piracicaba.
Famosos na telinha - 06
Esta caricatura, que está mais para um retrato, ou portrait-charge, como chamam os franceses, foi baseada numa foto de Marie-Françoise-Thérèse Martin, antes de se tornar freira na Ordem Carmelita, e muito antes de se tornar conhecida como Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face.











