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Editorial
Uma eleição indigesta?
Não pode ter estômago fraco. A disputa é contra dois cascas-grossas. Se Flávio tem a aspereza de chamar Lula de nove dedos, Lula também tem o jeitão perturbado de colocar no seu oponente a pecha de miliciano.
Não estamos diante de um diálogo amigável, mas, sim, de destruição de imagens. O exercício é pegar um ponto fraco, tentar entrar por ali e tirar o coração do adversário, sem que o eleitor se sinta agredido. Impossível.
Estamos no limite do tolerável até o momento. Se, por um lado, Lula se apresentou cansado, irritadiço e confuso nos dois debates televisivos que ocorreram, Flávio apresentou certo ar de cinismo. As características de cada um se anulam.
Nem mesmo os colunistas dos grandes jornais e sites conseguiram ser categóricos sobre o melhor e o pior no debate da Globo, por exemplo.
Não há bom moço nem bom velho. Podemos dizer que cada um tem o seu eleitorado definitivo, com pouca margem para um ser mais sedutor do que o outro quando se fala em indecisos.
Na margem de erro, segue o barco eleitoral. Apenas amanhã (25) teremos a certeza do vencedor.
Porque as qualidades de ambos estão misturadas nesse sopão miserável que será oferecido aos brasileiros depois que esse momento estressante passar. Até para quem gosta de sopa, a cor e o cheiro não ajudam muito o paladar.
Boa leitura, bom domingo e uma ótima semana para você!
CONFIRA NESTA EDIÇÃO:
Pesquisas divulgadas neste sábado (24) indicam vantagem de Flávio Bolsonaro
A pesquisa CNT/MDA, divulgada neste sábado (24), sobre o segundo turno, trouxe Flávio Bolsonaro (PL) com 50,7% das intenções de votos válidos, contra 49,3% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado configura empate técnico, dentro da margem de erro.
Um debate bom, mas sem força para mudar
O jornalista Duda Teixeira, da revista Crusoé, disse ontem (24), durante a edição do Papo Antagonista, que sua aposta era ver, durante o debate da Globo, um Lula tenso, repetindo seus momentos Joe Biden.
Papo estranho e artificial
O papo hoje na academia foi diferente. Entre um peso e outro, eu acompanhava a conversa de um grupo que discutia sobre a falsificação de ovos pelos chineses.
Os “falsos gringos”: artistas que cantavam em inglês, mas eram brasileiros
Quem já ouviu a canção “Feelings” com Frank Sinatra, Julio Iglesias, Ella Fitzgerald, Nina Simone, Dionne Warwick, ou um dos outros 300 artistas (aproximadamente) que a gravaram, provavelmente sabe que o compositor, e seu primeiro intérprete, com quem o hit “estourou”, foi








