Revista de Domingo, número 15
28 de junho de 2026: confira os textos que preparamos para você
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O personagem Júlio do programa infantil Cocoricó, e Hélio Ziskind, músico criador de muitos temas que alegraram a infância de quem se ligava nos programas “Rá-Tim-Bum”, “Castelo Rá-Tim-Bum” e “Cocoricó”, entre outros da TV Cultura.
Editorial
Vários textos desta edição estão carregados de sentimentos mórbidos. Isso é muito esquisito. Mas o leitor pode lê-los com descontração e até com um senso de ridículo, porque o escriba está mesmo em sua fase sépia, mas ri.
Pois isso não significa tristeza ou o que quer que seja de negativo. É apenas coincidência, de tanto desencanto pela política nacional. A crônica de sua lavra (pode chamá-lo de Romualdo Cruz Filho) apenas acompanha o clima para não destoar muito.
De vez em quando, o Brasil tira a gente da luz do sol e nos coloca à sombra de ideias que possam nos aborrecer. Mas há o sarcasmo no ar, a intenção de explorar limites a fim de nos revelar o outro lado da luz.
Esta revista é assim. Brinca com a linguagem e provoca. Quem conhece a gaita sabe quem está chegando. Frase musical do grande Hélio Ziskind, composta para o programa infantil Cocoricó.
O contraponto está com Fábio San Juan, este sim escreve com a desenvoltura de um Galileu, que vê a gravidade das coisas e a contorna para não chocar os mais sensíveis à falta de juízo.
CONFIRA NESTA EDIÇÃO:
De Luz e trevas
Uma leitora do Estadão, que se intitula Estranha Mente, ao analisar texto de Fernando Schüler, supõe que a política feita pelos Bolsonaro está sob o manto de alguma maldição, como se forças ocultas estivessem agindo para espantar a razão e a luz do espaço em que a família e aliados diretos do ex-presidente …
A morte da Arte, da Beleza, do Bom-Senso e do Ter o que Fazer
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
O que esperar das investigações sobre o Banco Master?
Como defender Jaques Wagner (PT) da esperteza do senador de se envolver com Daniel Vorcaro? Fala-se também de Rui Costa, companheiro de partido, outro baiano de velha cepa, que não perdeu a oportunidade de levar a sua parte.
Sonho por Atacado: cinquenta milhões.
Detalhe do quadro “A Hora do Pão”, de Abigail de Azevedo, 1899.
Gravata borboleta
Esta história que segue está envolta também pelo sinistro. É baseada em um “fato real” da minha infância. Meu amigo Kako Braga se lembra dela. É o caso do Menino Estranho – vou chamá-lo assim – que ocorreu no meu bairro.
Brigando com o meu anjo-musa-consciência literária
Eu e meu anjo-musa-consciência literária, e Anthony Burgess, em espírito, encarnado em seu manual de literatura inglesa. Portrait-charge feita a caneta Bic, na folha de caderno e retocado no Photoshop. Desta vez, sem ChatGPT nenhum.
Um pouco de clássico com Strauss
O pensamento político de Leo Strauss é fundamentado em muito estudo sobre o pensamento clássico. No terreno de Sócrates, Platão e Aristóteles, ele acompanha o pensamento sobre a boa sociedade e a moral que rege a natureza humana. A moral nasce de valores eternos, fundamentais para o processo civilizacional, em direção ao bem comum.











