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Editorial
Somos todos caipiras
Almeida Júnior. “Menino”, 1882. Óleo sobre tela. 80 cm x 56 cm. Coleção particular.
A edição da Revista de Domingo deste final de semana está repleta de caipiras. O pintor Almeida Júnior foi o motivo da temática, devido a uma exposição que abre hoje (27), na Pinacoteca de Piracicaba. A mostra é imperdível.
Aqui na revista fazemos apenas reparos sobre a tese do curador da mostra, que não entende de caipira. Mas ninguém precisa perder tempo com o que ele escreve. As obras falam por si mesmas.
Fábio San Juan fala sobre o artista Almeida Júnior, sua vida e obra, os mitos que ainda persistem na visão romantizada sobre sua morte, e o papel do artista na arte e cultura brasileiras. Também aponta porque o curador Yuri Quevedo, da mostra organizada pela Pinacoteca do Estado, está bastante equivocado sobre a figura do caipira. Temos também a colaboração de Augusto Neto, para tentar entender o que Quevedo quis dizer, e se aproximar das reais intenções de Almeida Júnior quando pintou os camponeses do interior paulista.
Romualdo Cruz Filho escreve sobre a tese que defendeu sobre o Derrubador Brasileiro.
Mas nem só de caipira vive o homem. Há também o tema corrupção, pela ótica de Lombroso. Ou melhor, pela ótica de RCF, ao recuperar alguns conceitos fisionômicos do positivista Lombroso sobre criminosos.
As vítimas da galhofa? Os ministros de sempre. O presidente de sempre. Perguntam: por que não foi analisado também Flávio Bolsonaro?
Não era necessária tanta redundância, uma vez que, em Brasília, Lombroso teria que fazer uma parceria com o manicômio mais próximo, com o presídio mais próximo, com a cadeia mais próxima, com o circo mais próximo para colocar tanta gente.
Como Simão Bacamarte, de O Alienista, de Machado de Assis, chegaria um momento em que o próprio cronista teria que se render e se internar no manicômio mais próximo para tratamento.
Boa leitura!
CONFIRA NESTA EDIÇÃO:
Seria Almeida Júnior o “Van Gogh brasileiro”?
O interesse sobre as pinturas de Almeida Júnior, o “pintor dos caipiras”, tem aumentado, especialmente no interior. O pintor ituano é um dos melhores candidatos a se tornar um “Van Gogh brasileiro”.
Rituais de Iniciação
Este texto foi escrito em 2005, ano de nascimento do meu filho. Publiquei em um jornalzinho que tinha o singelo nome de GiraPira. M.A.S.C. estava ainda no HFC quando achei necessário registrar minha emoção naquele momento. Procurei não ser ridículo, mas pai de primeira viagem, sabe como é. Vamos ao registro.
Brasil, uma réstia de luz
O mais importante para a eleição de domingo é levá-la ao segundo turno. Diante de um cenário de medo, não vale a pena apostar tudo no voto útil. Cada eleitor deve escolher o candidato da sua preferência, mesmo que ele não tenha qualquer chance eleitoral no momento.
A única obra de Almeida Júnior que cita Piracicaba (diretamente). Ou seriam duas?
Almeida Junior. Paisagem do Rio Piracicaba. Data desconhecida. Óleo sobre tela. 50 × 73 cm. Acervo do Masp, São Paulo.
Porque a exposição com obras de Almeida Júnior em Piracicaba deve ser vista
Quem leu o primeiro artigo escrito por mim, e publicado hoje (clique para ler), nesta Revista de Domingo, sobre a exposição Caipiras: das tropas às modas de viola , que traz de forma inédita 11 obras de Almeida Júnior à cidade, deve estar pensando: “Esse cara deve ser maluco. No mínimo, bipolar”.
O Derrubador Brasileiro é um monumento ao caipira desvendado por Almeida Júnior
Para quem não sabe, sou “um cabra” estudado. Tão estudado que perdi muito tempo com bobagens na academia e não consegui aprender coisas que hoje acho importantes para a minha vida profissional. Por isso estou sempre “em busca do tempo perd…
Porque querem cancelar o caipira
A exposição que será aberta amanhã, (27), domingo, às 09 horas, na Pinacoteca Municipal de Piracicaba “Miguel Dutra”, “Caipiras: das tropas às modas de viola”, quer matar o caipira, em vez de celebrá-lo.
Se Lombroso estivesse vivo
Se houvesse alguma tecnologia que capaz de medir o grau de desonestidade de um indivíduo, como uma tomografia computadorizada para criminosos, poderíamos colocá-la no lugar do monumento da Justiça, pois representaria o maior avanço da ciência política depois das teorias do francês Montesquieu (1689–1755).















